O drama de Juscelino
-Eu não te aguento mais!!! - gritou Juscelino em um desespero quase suicida.
Era mais um momento daqueles onde sua mulher Araci o levava a loucura com cobranças de maior participação nos assuntos domésticos.
Juscelino, durante 32 anos, trabalhou cerca de 12 horas por dia em uma repartição imunda cercado de imprestáveis de mau-humor. Como todo sentimento ruim, através de uma espécie de osmose Juscelino se via constantemente contagiado por aquele ambiente. Seu consolo era saber que faltavam poucos anos pra se aposentar e que os dias de cerveja gelada na mesa e futebol na tv estavam próximos.
Quando chegaram estes tão esperados dias, ele mal conseguia conter a alegria. Mascaradas pela empolgação da recém-chegada liberdade, pequenas cobranças para consertar isso, pregar aquilo, já vai sair de novo passavam desapercebidas. Assim foi por uns 6 meses até que chegou o dia em que a ficha começou a cair. Insatisfeito com o rumo que as coisas começavam a tomar Juscelino resolveu se manifestar. De uma briga surgiu a segunda e destas duas a treceira, a quarta e assim por diante. Incapaz de arrumar uma amante decente dado ao avançar da idade que trouxe consigo as mazelas inexoráveis do tempo, ele resolveu ceder a escravidão imposta por sua esposa e durante mais algum tempo aguentou calado a presença irritante da esposa com todas as consequências terríveis que vinham no pacote.
-Eu não te aguento mais!!- disse Juscelino hoje por volta de 15:40.
Araci, tomada pela loucura inflamada de sua tirania, agrediu Juscelino com palavras escabrosas. Ele não suportou. Era dia de Vasco e Flamengo com transmissão ao vivo pela globo. Faltavam 8 minutos para o início da peleja quando Juscelino sufocou Araci com a cortina do box. Vendo o corpo de Araci ainda quente, inexplicavelmente sentiu o tesão reprimido por anos de tirania vir a tona. Juscelino comeu Araci de todas as maneiras que ele conhecia e só parou para ver o milésimo gol do Romário, exatamente no momento em que seu gozo jorrava na boca de sua finada esposa. Diante de tal cena, radiante de tanta alegria Juscelino pegou o revolver que guardava em sua mesa de cabeçeira e atirou contra a própria cabeça. Não havia mais razão, não havia mais paixão, não havia vida...
Era mais um momento daqueles onde sua mulher Araci o levava a loucura com cobranças de maior participação nos assuntos domésticos.
Juscelino, durante 32 anos, trabalhou cerca de 12 horas por dia em uma repartição imunda cercado de imprestáveis de mau-humor. Como todo sentimento ruim, através de uma espécie de osmose Juscelino se via constantemente contagiado por aquele ambiente. Seu consolo era saber que faltavam poucos anos pra se aposentar e que os dias de cerveja gelada na mesa e futebol na tv estavam próximos.
Quando chegaram estes tão esperados dias, ele mal conseguia conter a alegria. Mascaradas pela empolgação da recém-chegada liberdade, pequenas cobranças para consertar isso, pregar aquilo, já vai sair de novo passavam desapercebidas. Assim foi por uns 6 meses até que chegou o dia em que a ficha começou a cair. Insatisfeito com o rumo que as coisas começavam a tomar Juscelino resolveu se manifestar. De uma briga surgiu a segunda e destas duas a treceira, a quarta e assim por diante. Incapaz de arrumar uma amante decente dado ao avançar da idade que trouxe consigo as mazelas inexoráveis do tempo, ele resolveu ceder a escravidão imposta por sua esposa e durante mais algum tempo aguentou calado a presença irritante da esposa com todas as consequências terríveis que vinham no pacote.
-Eu não te aguento mais!!- disse Juscelino hoje por volta de 15:40.
Araci, tomada pela loucura inflamada de sua tirania, agrediu Juscelino com palavras escabrosas. Ele não suportou. Era dia de Vasco e Flamengo com transmissão ao vivo pela globo. Faltavam 8 minutos para o início da peleja quando Juscelino sufocou Araci com a cortina do box. Vendo o corpo de Araci ainda quente, inexplicavelmente sentiu o tesão reprimido por anos de tirania vir a tona. Juscelino comeu Araci de todas as maneiras que ele conhecia e só parou para ver o milésimo gol do Romário, exatamente no momento em que seu gozo jorrava na boca de sua finada esposa. Diante de tal cena, radiante de tanta alegria Juscelino pegou o revolver que guardava em sua mesa de cabeçeira e atirou contra a própria cabeça. Não havia mais razão, não havia mais paixão, não havia vida...
